Paris, Inverno de 1994

Paris nessa noite tinha
a luz distribuída pelas gotas da chuva.

Sartre e Beauvoir não estavam lá.

No Café de Flore, três ou quatro
colheres de açúcar afogavam
o amargo do café. Beberam-no
primeiro os meus olhos como um ritual, os lábios
depois, na minha língua
mais tarde escreveria um poema previsível.

Outras vezes, Paris era um bocado
de ar azulado.

poem by João Tomaz ParreiraReport problemRelated quotes
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